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quarta-feira, 10 de julho de 2024

Atuação do Químico na indústria da água

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAVENI

LICENCIATURA EM QUÍMICA

ATP: ATIVIDADES TEÓRICO-PRÁTICO

Atuação do Químico na indústria da água

Fortaleza-Ceará

2024

CÉSAR AUGUSTO VENÂNCIO DA SILVA

LICENCIANDO EM QUÍMICA

ATP: ATIVIDADES TEÓRICO-PRÁTICO

Atuação do Químico na indústria da água


Índice.

Introdução.

Formação do Químico.

Regulamentação da profissão do Químico.

Áreas de Atuação do Químico.

Indústria da Água.

Código Nacional da Água.

Regulamentação da Água destinada ao uso humano.

Referências Normativa.

Bibliografia.

Memorial do autor.


Introdução.

A Química é o ramo da ciência que estuda a matéria e suas transformações, analisando as propriedades, a composição e as variações energéticas durante as reações químicas. A Química é a área científica que estuda a matéria.

Um ponto crucial no desenvolvimento da química como ciência, foi a racionalização dos conhecimentos empíricos obtidos, procurando criar leis racionais e simplificar, de forma coerente, as informações obtidas. O princípio de conservação da massa e o entendimento da influência da composição da atmosfera nos experimentos ambos amplamente disseminados a partir dos trabalhos do químico Lavoisier, no final do século XVIII permitiram que os experimentos se tornassem cada vez mais rigorosos e precisos, em oposição ao caráter apenas qualitativo das experimentações alquimistas. A partir deste momento, a medição de massas assume um caráter fundamental na história da química, tendo sido esse o principal impulsor para o desenvolvimento da balança, a partir da época de Lavoisier, tendo ele próprio construído os equipamentos mais precisos desse período.

Ele começa pelos filósofos gregos, passa por alquimistas da Antiguidade, por teorias surgidas no Renascimento, até chegar à visão mecanicista de grandes cientistas que conseguem formular os princípios da ciência, chegando até a química moderna.

A química surge no século XVII a partir dos estudos de alquimia populares entre muitos dos cientistas da época. Considera-se que os princípios básicos da química foi vista pela primeira vez na obra do cientista irlandês Robert Boyle: The Sceptical Chymist.

Podemos, pois, concluir que a química é a ciência que estuda a matéria, sua estrutura, formação e as transformações que ela sofre, levando em consideração a energia envolvida em todo o processo. A Química faz parte das Ciências da Natureza e se concentra em observar fenômenos, criar teorias para explicá-los e modelos que os representem.

No desenvolvimento da química, houve muitos outros fatos importantes que não aparecem em O sonho de Mendeleiev, como o surgimento da química orgânica, quando Friedrich Wohler conseguiu produzir pela primeira vez em laboratório um composto orgânico, pondo fim à teoria da "força vital", iniciando a pesquisa e a produção de uma quantidade incalculável de substâncias. Entretanto, ressalta-se que Strathern, sem a pretensão de esgotar o assunto, nos possibilita um contato agradável com as principais ideias da química.

É importante frisar que os primeiros cientistas químicos nos oferta a ciência desenvolvida até a presente data, exemplos de químicos célebres:

I - Formação do Químico.

O curso. A formação em Química tem duração média de quatro anos e é ofertada em grau bacharelado ou licenciatura. A diferença essencial é que o licenciado poderá atuar no ensino, isto é, como professor de química nos diferentes níveis da educação, já o bacharel atuará em demandas de pesquisa, consultoria e indústria.

A discussão sobre a formação de pessoal de alto nível foi iniciada no Simpósio "A FORMAÇÃO DO QUÍMICO" durante a 26a Reunião Anual da SBQ. Este Simpósio, coordenado pelo Prof. Jailson B. de Andrade (UFBA), contou com a participação dos Profs. Fernando Galembeck (UNICAMP), Roberto R. da Silva (UnB) e do Dr. Marcelo Gandur (3M do Brasil).

O objetivo principal do Simpósio foi discutir a formação dos profissionais de Química em nível de graduação e pós-graduação, bem como a sua repercussão no ensino (inclusive o secundário) e a inserção desses profissionais no setor industrial.

Em linhas gerais o Prof. Galembeck destacou os aspectos atuais da formação em nível superior, considerada deficiente, e a questão, de interesse muito amplo, do ensino precoce de ciências na escola primária; o Prof. Roberto abordou a formação do professor de Química do ensino médio e o Dr. Marcelo, o ambiente de trabalho do Químico na indústria. Uma sinopse do que foi discutido pelos palestrantes está publicado no Livro de Resumos da 26a RA da SBQ2.

Em outubro de 2003 foi amplamente divulgado o documento preliminar "A Formação do Químico" para discussão no âmbito da Comunidade de Química. Na mensagem de encaminhamento à Diretoria e Conselho da SBQ e aos(as) Secretários(as) Regionais, o Presidente da SBQ, Prof. Paulo Cezar Vieira destacava: Estou enviando anexo o documento "A Formação do Químico" que dá continuidade às ações iniciadas com os "Eixos Mobilizadores em Química" e aprofunda a discussão sobre a formação de recursos humanos qualificados que, dentre os seis eixos identificados, é o de maior transversalidade que repercute e/ou é afetado pelos demais eixos. Iniciamos esta etapa com a elaboração do documento anexo, que servirá de base sobre a qual será discutido nas várias Regionais da SBQ, nas Instituições de Ensino Superior e em reunião específica coordenada pela SBQ para a conclusão do documento consolidado. Nesse sentido, solicito ao(a) Colega que dê ampla divulgação no âmbito da Regional, bem como promova discussões e estimule sugestões e críticas.

Em 20 de novembro de 2003 foi realizada uma reunião no Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em Brasília, quando foi discutido o tema A FORMAÇÃO DO QUÍMICO E O PROFISSIONAL DO FUTURO. Participaram da reunião membros da Diretoria do CGEE (Evando Mirra e Luiz Curi), o Prof. Esper Carvalheiro, representando a Academia Brasileira de Ciências e Editores e Membros da Diretoria e Conselho da SBQ.

Dois eventos ocorreram no Rio de Janeiro, em dezembro de 2003, que permitiram a consolidação do documento final: o Workshop "O PAPEL DA PÓS-GRADUAÇÃO NA FORMAÇÃO DO QUÍMICO", coordenado pelos Profs. Vitor F. Ferreira (UFF) e Solange Cadore (UNICAMP), ocorreu em 01 e 02 de dezembro de 2003 na Universidade Federal Fluminense em Niterói e o Workshop "A FORMAÇÃO DO QUÍMICO", coordenado pela Profa. Claudia M. Rezende (UFRJ), ocorreu em 03 de dezembro de 2003 na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os dois eventos tiveram ampla participação da comunidade de química, em especial coordenadores de cursos de Pós-graduação, membros dos Comitês Assessores da CAPES e do CNPq e Diretores e Conselheiros da SBQ.

Ficou patente em todas as discussões promovidas pela SBQ que é necessário investir na formação de recursos humanos qualificados em profusão e em todos os níveis. A este eixo foram associadas algumas ações como o acesso direto ao doutorado para os alunos que participaram de programas de Iniciação Científica; incentivo às atividades conjuntas de graduação e de pós-graduação; estímulo ao intercâmbio entre as IES e entre estas e as instituições de nível médio; o pós-doutorado como um processo de formação continuada; a constituição de grupo de trabalho da SBQ para acompanhar a implantação das diretrizes curriculares nas IES; o incentivo a programas para formação de docentes de 3o grau e a realização de Semanas Nacionais de Química com a participação de estudantes do nível médio, de graduação, pós-graduação e professores, como forma de mobilização e integração entre os vários níveis de ensino.

GRADUAÇÃO

Uma visão geral da situação dos cursos de graduação em química revela que a região sudeste concentra 41% dos cursos, ao passo que as regiões norte e centro-oeste representam, em conjunto, 10% do sistema. Em 2001, estes cursos ofereceram cerca de 6.400 vagas, matricularam em torno de 18.000 alunos e titularam aproximadamente 2.000 profissionais. O número de cursos de Química nos últimos anos cresceu significativamente, embora não no ritmo quase desenfreado de várias outras áreas (ver expansão do ensino superior, Jornal a "Folha de S. Paulo", 03/08/2003). As IES Federais (44%) e as particulares (36%) lideram as matrículas (Figura 2).

DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE QUÍMICA.

As Diretrizes Curriculares para os Cursos de Química, elaboradas em atendimento à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional promulgada em 1996 (Lei 9.394/96) estabelecem, como princípio, a flexibilização curricular que, sem prejuízo de uma formação didática, científica e tecnológica sólida, avance também na direção de uma formação humanística que dê condições ao egresso de exercer a profissão em defesa da vida, do ambiente e do bem-estar dos cidadãos. Espera-se que os novos currículos ofereçam mais do que o domínio cognitivo dos conteúdos, contemplando atividades que visem estabelecer correlações entre áreas, ampliando o caráter interdisciplinar. Além disso, espera-se que o professor, mais que a fonte principal de informações para os estudantes, seja um sistematizador e facilitador de idéias.

De acordo com as Diretrizes, o mais importante em um currículo não é a quantidade de disciplinas, mas sim a sua articulação em torno de uma proposta de ensino na qual estejam definidos claramente os objetivos do curso e a sua abrangência. Dessa forma, estimula-se o caráter crítico-reflexivo dos estudantes buscando a formação de profissionais que venham a gerar empregos e não que visem apenas a ser empregados.

Na elaboração de seus currículos, é recomendável que os cursos evitem pulverizá-los com exagerado número de disciplinas que segmentam o conhecimento da área e deixam de ressaltar o essencial do campo de conhecimento. Além disso, a compartimentalização leva à repetição de conteúdos de maneira desnecessária. Mais do que o domínio cognitivo do conteúdo de Química, espera-se que os novos currículos contemplem atividades que visem estabelecer correlações entre a Química e áreas conexas, ampliando o caráter interdisciplinar. Assim, os currículos buscarão integração entre os conteúdos básicos e os conteúdos profissionais essenciais e promoverão, também, através de seus planos de ensino, condições reais e quantitativamente significativas de integração de atividades e experiências práticas em laboratórios e estágios. Nesse sentido foi proposta a seguinte composição para o quadro curricular:

i) conteúdos básicos essenciais, envolvendo teoria e laboratório e dos quais deverão fazer parte: Matemática, Física e Química;
ii) conteúdos profissionais essenciais para o desenvolvimento de competências e habilidades;
iii) conteúdos complementares essenciais para a formação humanística, interdisciplinar, gerencial e
iv) atividades extra-classe.

Uma das expectativas com os novos currículos é a ampliação dos conteúdos em áreas correlatas (como, por exemplo, a Biologia) além de outras áreas de importância na formação profissional, tais como Eletrônica, Legislação, História, etc., que possam estimular o empreendedorismo. Essas expectativas foram bem registradas nos dez mandamentos do universitário do século XXI, resumo extraído da Conferência Mundial de Ensino Superior da UNESCO, que ocorreu em Paris, em 1998 .

É voz corrente que os químicos formados em várias IES públicas e privadas do país têm nível de conhecimento compatível com o de seus colegas de países desenvolvidos. Isso significa, simplesmente, que há um reconhecimento internacional e, especialmente, latino-americano, de que várias instituições no Brasil estão formando bons químicos. Todavia, não se pode ignorar que mesmo esses centros de excelência formam, sob alguns aspectos, químicos despreparados para um mundo em constante mudança.

As principais deficiências na formação dos químicos brasileiros podem ser enquadradas como: a) fraca formação em áreas afins à Química, por exemplo, Biotecnologia, Biologia e outras modalidades de conhecimento atuais e novas para os químicos; b) a maioria dos químicos é formada com orientação tipicamente voltada para uma pós-graduação como um fim em si mesma, quando esta deveria ser encarada como um meio de formação continuada, conseqüentemente para aumentar a capacidade criativa e empreendedora do candidato (70% dos graduandos em Química querem fazer cursos avançados); c) desconhecimento da importância e da participação estratégica da Química na vida contemporânea; d) os estudantes gastam muito tempo com conteúdos de interesse restrito, ao invés de se ocuparem/aprenderem sobre as substâncias que são insumos do dia-a-dia das indústrias e estão presentes no cotidiano das pessoas (corantes, tensoativos, polímeros, compostos da indústria de base, especialidades da química fina); e) há desconhecimento do sistema econômico em que a Química é desenvolvida: empresas, produtos, processos e setores de aplicação e, pior, pouco se aprende, na graduação, sobre o exercício e a regulamentação da profissão do Químico f) na maioria dos projetos didático-pedagógicos dos cursos de Química, a carga horária experimental é de apenas 30%.

A INDÚSTRIA QUÍMICA

O Brasil lidera a indústria química na América Latina6, onde é o maior produtor de amônia, benzeno, cloro, etileno, formaldeído, polietileno, polipropileno, propileno, cloreto de polivinila, hidróxido de sódio, estireno, tolueno e uréia6. Espera-se que já em 2006 o País seja auto-suficiente em petróleo. A alta do preço do petróleo em 1973, agravada em 1979, levou a uma grande onda depressiva na economia brasileira. O setor industrial Químico no Brasil faturou de 42,2 bilhões de dólares americanos em 2003 sendo aproximadamente metade do faturamento resultante de insumos de uso industrial e química de base (22,2 bilhões de dólares americanos). Apesar da posição de destaque, a indústria química brasileira apresenta um déficit sistêmico de cerca de 6 bilhões de dólares americanos anuais7.

O levantamento feito com egressos da pós-graduação constatou que cerca de 25% dos mestres e somente 5% dos doutores em Química são absorvidos pelas empresas8. Um dos gargalos para a absorção de pós-graduados em Química pelo setor industrial está relacionado ao não reconhecimento da pós-graduação como qualificação profissional pelo sistema Conselho Federal de Química (CFQ)/Conselhos Regionais de Química (CRQ).

A profissão de Químico é regulamentada pela Lei No 2.800 de 18 de junho de 19569. Através da CFQ criou um sistema de atribuições profissionais verticalizado, no qual o profissional de Química, independentemente de ser portador de diploma de pós-graduação, ocupa a base da pirâmide, sendo-lhe atribuído um menor número de atividades profissionais.

CONCLUSÕES E DESAFIOS

Nos últimos anos, por força dos processos de avaliação, o ensino superior brasileiro tem mostrado melhora. O número de docentes doutores nas IES tem crescido com rapidez. As condições físicas, os laboratórios, as bibliotecas, as facilidades computacionais em quase todas as instituições estão se transformando para melhor. Porém, conforme já mencionado, no que concerne à formação do Químico, várias questões permanecem inalteradas, comprometendo, definitivamente, a formação do graduado.

Mudanças devem ser introduzidas nos projetos didático-pedagógicos dos cursos para que estes ofereçam uma formação sólida em Química, mas abrangente e generalista o suficiente para que o Químico possa se desenvolver em mais de uma direção. Muitos são os desafios que se nos impõem nessa tarefa de formação do Químico:

i) implantar as Diretrizes;
ii) melhorar a qualificação para a docência dos professores universitários e do ensino médio;
iii) redefinir a formação profissional buscando a formação de um graduado com intimidade com novas tecnologias e com espírito empreendedor;
iv) formar pós-graduados com possibilidade de inserção no setor industrial;
v) buscar a transformação da indústria química brasileira de indústria de base para indústria de especialidades;
vi) buscar a alteração das atribuições profissionais, de modo a eliminar a verticalização de atribuições, e o reconhecimento da pós-graduação como qualificação profissional e
vii) responder à questão qual o perfil do profissional de Química que estaremos formando em 5, 10 e 20 anos? Esse é o perfil que a sociedade necessita?

Licenciatura em Química.

Para o Exercício da Profissão, além do direito de ensinar.

Para atuar como profissional da Química é necessário registrar no Conselho Regional de Química – CRQ. Existem vários Conselhos Regionais de Química no Brasil e o registro deve ser feito no Conselho vinculado a região na qual irá trabalhar. Somente estão isentos de registro no CRQ os profissionais da Educação que atuam no Ensino Médio.

 

Os Conselhos Regionais são uma autarquia pública federal, vinculados ao Conselho Federal de Química – CFQ e aos demais Conselhos Regionais de Química – CRQ, responsáveis pela fiscalização da Profissão do Químico e pela fiscalização das Atividades da Química.

 

Dia 18 de junho é o dia do QUÍMICO, criado pela Lei Federal de 2800/1956.

 

Como solicitar o registro:  CRQ mais próximo de sua região.

Conforme resolução normativa nº 36/1974 as atribuições do profissional da Química são de acordo com a natureza dos currículos de química.

  • Atribuições do Licenciado em Química: de 01 a 07

  • Atribuições do Bacharel em Química: de 01 a 07, exceto a atribuição 04 que é exclusiva para profissionais da Educação

  • Atribuições do Químico Tecnológico: de 01 a 13

  • Atribuições do Engenheiro Químico: de 01 a 16

  • Atribuições do Técnico em Química: 01, e de 05 a 10

Qualquer profissional da Química pode aumentar suas atribuições, para isso é necessária a complementação de algumas disciplinas de natureza tecnológica. Procure o Coordenador de seu Curso para maiores informações.


https://cfq.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Resolu%C3%A7%C3%A3o-Normativa-n%C2%BA-36-de-25-de-abril-de-197466666666666.pdf

Resolução Normativa nº 36 de 25.04.1974. Dá atribuições aos profissionais da Química e estabelece critérios para concessão das mesmas, em substituição à Resolução Normativa nº 26. Observação: Ver atualização referente aos art. 8º e 9º na Resolução Normativa nº 194, de 14.04.2004. Considerando a necessidade de serem corrigidas algumas distorções existentes na regulamentação da atividade dos profissionais da Química; Considerando a necessidade de simplificar as Resoluções Normativas para a sua mais fácil interpretação e aplicação; Considerando a necessidade de se ajustar a regulamentação do exercício profissional aos currículos variados dos profissionais da química, resultantes da liberdade de programação conferida às Instituições Educacionais pela Reforma do ensino universitário; Considerando a necessidade de adaptar esta regulamentação à filosofia que preside a atual legislação educacional no sentido de aproveitar o preparo técnico-científico dos diplomados em cursos profissionalizantes, sem entretanto criar novas distorções; Considerando, que as atividades a serem desenvolvidas pelos profissionais habilitados devem resultar de sua preparação adequada em casos caracterizados pela natureza e a extensão de seus currículos; Considerando, por fim, o encargo que lhe é especificamente atribuído pelo art. 24 da Lei nº 2.800 de 18.06.56; E usando das atribuições que lhe confere o art. 8º, alínea f, da aludida Lei nº 2.800/56.

O Conselho Federal de Química, Resolve que o Licenciado em Química “Fica designado, para efeito do exercício profissional, correspondente às diferentes modalidades de profissionais da Química, o seguinte elenco de atividades: 01 — Direção, supervisão, programação, coordenação, orientação e responsabilidade técnica no âmbito das atribuições respectivas. 02 — Assistência, assessoria, consultoria, elaboração de orçamentos, divulgação e comercialização, no âmbito das atribuições respectivas. 03 — Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento e serviços técnicos; elaboração de pareceres, laudos e atestados, no âmbito das atribuições respectivas. 04 — Exercício do magistério, respeitada a legislação específica. 05 — Desempenho de cargos e funções técnicas no âmbito das atribuições respectivas. 06 — Ensaios e pesquisas em geral. Pesquisa e desenvolvimento de métodos e produtos. 07 — Análise química e físico-química, químico-biológica, bromatológica, toxicológica e legal, padronização e controle de qualidade”


Atribuições do Profissional

PROFISSIONAIS DA QUÍMICA

São os possuidores de diploma de químico, bacharel em química, químico industrial, químico industrial agrícola ou engenheiro químico, e diploma de técnico químico concedido, no Brasil, por escola oficial ou oficialmente reconhecida (Decreto-Lei 5.452 -01/05/1943 – CLT e Lei 2.800 -18/06/ 1956 ).
As atribuições para as categorias profissionais constantes do quadro abaixo, de acordo com a RN n.° 36 do Conselho Federal de Química, são as seguintes:

Atribuições

Engenheiro
Químico

Químico
Industrial

Químico
Bel. e Lic. *

Técnico
Químico

1. Direção, Supervisão e Responsabilidade Técnica

**

2. Assessoria, Consultoria e Comercialização
3. Perícia, Serviços Técnicos e Laudos
4. Magistério
5. Desempenho de Cargos e Funções Técnicas
6. Pesquisa e Desenvolvimento
7. Análise Química e Físico-química, Padronização e CQ
8. Produção, Tratamentos de Resíduos
9. Operação e Manutenção de Equipamentos
10. Controle de Operações e Processos

**

11. Pesquisa e Desenvolvimento de Processos Industriais
12. Execução de Projetos de Processamento
13. Estudo de Viabilidade Técnico – Econômica.
14. Projeto e Especificações de Equipamentos
15. Fiscalização de Montagem e Instalação de Equipam.
16. Condução de Equipe de Montagem e Manutenção.

(*) Dependendo do currículo da faculdade, as atribuições para Licenciatura em Química podem ser somente aquelas constantes nos itens1 a 5 e as atribuições do Bacharel em Química podem se estender até aquelas constantes no item 13.

(**) As atribuições constantes nositens 1 e 10 para o Técnico Químico estão limitadas ao exercícioem empresas de pequeno porte, de acordo com a RN n.º 11 do CFQ.

(***) Quando houver uma especificidade definida no curso em questão, as atribuições ficam restritas a esta característica.

 


Bacharelado em Química.

  • Atribuições do Bacharel em Química: de 01 a 07, exceto a atribuição 04 que é exclusiva para profissionais da Educação

Os processos químicos.

A Formação do pesquisador e profissional da química.

Processos Químicos

Processos químicos são operações ou séries de operações que promovem transformações físicas ou químicas em materiais ou suas misturas, com o objetivo de produzir produtos específicos a partir de matérias-primas escolhidas ou disponíveis.

O estudo e a formação em curso de Processos Químicos é voltado para a formação de profissionais aptos para operacionalizar e gerenciar processos na indústria química. O programa aborda as técnicas de otimização de métodos analíticos para o controle de qualidade de matérias-primas, reagentes e produtos resultantes de processos químicos industriais. Além disso, o estudante é qualificado para planejar, gerenciar e executar ensaios e análises laboratoriais, interpretar os resultados, especificar e selecionar métodos e técnicas adequados para a condução de processos em unidades industriais, e realizar vistorias, avaliações e emissão de pareceres técnicos.

A formação abrange as principais tecnologias de processamento químico e técnicas de operação. Ele promove os conhecimentos necessários para o desenvolvimento de processos químicos em empresas industriais, como refinarias, indústrias farmacêuticas, laboratórios e usinas químicas.

O curso também aborda conteúdos relacionados à cinética química, equilíbrio químico, processos de separação, cinética de reação, operações de processamento químico, tecnologias de transformação, controle de processos, entre outros. Além disso, os alunos aprendem o uso correto de equipamentos de processamento químico, tais como reatores, misturadores, separadores, destilação e absorção.

Os profissionais formados em Processos Químicos podem atuar em estações de tratamento de água e efluentes e na indústria de processos químicos em diversas áreas, como petroquímica, agroquímica, eletroquímicos, alimentos e bebidas, papel e celulose, cerâmica, fármacos, têxtil, pigmentos e tintas, plásticos, cimento, metalurgia, siderurgia, entre outros. Também há demanda em institutos e centros de pesquisa, além de instituições de ensino.

Os tipos de formação para o curso de Processos Químicos são: tecnólogo e pós-graduação.

Entendendo a funcionalidade do curso de Processos Químicos.

O curso de Processos Químicos é uma graduação tecnológica com uma duração média de dois anos. Ele é voltado para a formação de profissionais aptos para operacionalizar processos na indústria química, otimizando métodos analíticos envolvidos no controle de qualidade de matérias-primas, reagentes e produtos dos processos químicos industriais.

Ao decorrer do curso, os futuros tecnólogos em Processos Químicos são treinados para planejar, gerenciar e realizar ensaios e análises laboratoriais, interpretar resultados, especificar e selecionar métodos e técnicas adequadas para a condução de processos em unidades industriais. Além disso, adquirem competências para vistoriar, avaliar e emitir parecer técnico em sua área de formação.

Conforme estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, a infraestrutura requerida para a oferta do curso por parte da instituição de ensino inclui uma biblioteca com acervo específico e atualizado, laboratório de informática equipado com programas e equipamentos compatíveis com as atividades educacionais do curso, laboratório de física, laboratório de processos químicos e laboratório de química.

Após concluir o curso, o tecnólogo em Processos Químicos pode dar sequência à trajetória acadêmica por meio de pós-graduações na área de Engenharia Química, Química, entre outras.

Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais definidas pelo Ministério da Educação (MEC), o curso de Processos Químicos segue as normas gerais dos cursos tecnológicos e está dentro do eixo de Produção Industrial, com carga horária mínima de 2.400 horas.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) avalia o curso de Processos Químicos considerando as disciplinas divididas nos cinco eixos a seguir.

Eixo I – Ciência:

  • Química Geral e Experimental;

  • Química Inorgânica;

  • Química Orgânica;

  • Análise Instrumental;

  • Físico-química;

  • Química Analítica;

  • Microbiologia;

  • Física;

  • Cálculo;

  • Estatística;

  • Bioquímica.

Pode variar de IES a grade curricular de Processos Químicos.

Grade Curricular é o conjunto de matérias que o aluno estudará durante o curso.

Processos Químicos e o aprendizado.

curso de Processos Químicos aborda o estudo de processos químicos industriais, tratando dos métodos e técnicas de produção, além dos materiais necessários para a realização de processos químicos.

Durante o curso, os alunos compreendem as reações químicas, a escolha de materiais apropriados, o acompanhamento e o controle de processos, desenvolvendo habilidades para o desenvolvimento de atividades profissionais na área.

Além disso, o curso também aborda os princípios e aplicações da engenharia química, como a modelagem matemática e a análise de processos, bem como sobre as metodologias de planejamento para a produção de materiais químicos.

Por fim, o curso aborda aspectos da segurança, preservação do meio ambiente, proteção do trabalhador e legislação pertinente.

O curso de tecnologia em Processos Químicos também está disponível na modalidade de ensino à distância. O EaD oferece flexibilidade, sendo uma opção viável para aqueles que precisam conciliar os estudos com outras responsabilidades, como trabalho ou cuidados familiares.

No modelo EaD, as aulas teóricas são ministradas por meio de plataformas online, onde os estudantes têm acesso a videoaulas, materiais de estudo, fóruns de discussão e outros recursos digitais. Essa abordagem permite que o aluno estude no seu próprio ritmo, dentro de horários que se adequem à sua rotina.


Como se tornar um Químico.

Para se tornar um químico é preciso concluir um curso superior de Química. A nomenclatura do curso pode variar conforme as especificidades da grade curricular de cada instituição. O aluno pode se formar como bacharel, para atuar, por exemplo, em indústrias, ou obter a licenciatura e ser autorizado a dar aulas para o ensino técnico e médio. 

A profissão de químico é regulamentada por lei, portanto é necessário obter um registro no Conselho Regional de Química (CRQ) para trabalhar na área. No geral, são considerados profissionais da química os bacharéis e técnicos em química e os engenheiros químicos.

Há opções de cursos especializados, como química ambiental ou química petrolífera, que permitem ao químico uma atuação profissional especializada. As áreas são diversas. Outros exemplos são os setores de química tecnológicade alimentosforense, biotecnológica, de materiais, bioquímica e de biologia molecular.









II - Regulamentação da profissão do Químico.

Histórico da Legislação dos Profissionais da Química

1934 – Reconhecimento da Profissão de Químico

    Decreto nº 24.693, de 12 de julho de 1934 reconheceu como profissionais da química os portadores de diploma de químico, químico industrial, químico industrial agrícola ou engenheiro químico.

    Também reconheceu como profissional da Química, o trabalhador que se encontrava no exercício da atividade de químico, na data de criação do referido Decreto, mesmo que não possuísse formação específica.

1943 – Regulamentação da Profissão de Químico

    Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 – Consolidação das Leis do Trabalho (C.L.T.) – regulamentou a profissão de Químico e atribuiu competência aos Agentes Fiscais das Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs) para a fiscalização do exercício da profissão de químico.

    De acordo com a CLT, o profissional da Química era obrigado a apresentar seu diploma numa DRT para o exercício de sua profissão.

    Os artigos 334 e 335 da CLT elencaram as atividades compreendidas no exercício da profissão de Químico e, de forma exemplificativa, alguns tipos de empresas obrigadas a contratarem profissionais da Química.

    No artigo 343 dessa norma foi estabelecida, ainda, a competência do Serviço de Fiscalização para realizar as investigações necessárias à identificação de atividades para as quais se deva exigir a qualidade de químico.

    O artigo 346 faz as primeiras referências à imposição de penalidades pela não observância dos preceitos da ética profissional. Já o artigo 350 estabelece as responsabilidades para quem assume a responsabilidade técnica por atividade da área da Química.

    Por sua vez, o artigo 351 prevê a imposição de penalidades em decorrência de infrações à legislação profissional na área da Química.

1956 – Criação do Conselho Federal de Química e dos Conselhos Regionais de Química

    Lei nº 2.800, de 18 de junho de 1956, criou o Conselho Federal de Química e os Conselhos Regionais de Química, transferindo aos CRQs todas as atribuições estabelecidas no Decreto-Lei n° 5.452/1943 – C.L.T., referentes ao registro, fiscalização e imposição de penalidades quanto ao exercício da profissão de químico.

    Os artigos 4º e 5º ratificaram o engenheiro químico como profissional da Química, estabelecendo, inclusive, sua representação na composição do Conselho Federal de Química (CFQ) e dos Conselhos Regionais de Química (CRQs).

    Já o artigo 20, reconheceu como profissionais da química, o Bacharel em Química e o Técnico em Química.

    O artigo 22 estabeleceu que o engenheiro químico que estivesse registrado no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) na data da publicação da Lei nº 2.800/1956, para o exercício de sua profissão, deveria promover o seu registro em Conselho Regional de Química. A partir daquela data, o registro de engenheiro químico passou a ser obrigatório apenas em CRQ.

    O artigo 23, por sua vez, reconheceu como profissional da Química o engenheiro industrial – modalidade Química, determinado que independentemente de seu registro no CREA, esse profissional passou a ter registro obrigatório em CRQ para o exercício de sua profissão como químico.

    Os artigos 22 e 23 foram inseridos na Lei n° 2.800/1956 para tratar da situação dos profissionais graduados anteriormente a publicação dessa lei e que já estavam registrados no CREA. Com a criação dos Conselhos Regionais de Química, os Engenheiros Químicos e Engenheiros Industriais – modalidade Química, após a conclusão de seus cursos, devem se registrar unicamente em CRQ para o exercício de sua profissão.

    Outros cursos de formação profissional na área da Química, que surgiram após a criação Lei nº 2.800/1956, foram reconhecidos por meio de Resoluções Normativas do CFQ, conforme prevê o artigo 24 da referida Lei.

    O artigo 25 estabelece que o profissional da química, para o exercício de sua profissão, é obrigado ao registro no Conselho Regional de Química de sua jurisdição, com o consequente pagamento de anuidade.

    O artigo 27 estabelece que as pessoas jurídicas, que explorem atividades que exijam conhecimentos profissionais na área da química, deverão comprovar perante o CRQ da jurisdição que cada uma dessas atividades é exercida por profissional da Química habilitado e registrado no respectivo CRQ.

    De acordo com o artigo 28, as pessoas jurídicas, cuja atividade básica seja na área da Química ou que prestem serviços a terceiros na área da química, devem promover seus registros e pagarem as respectivas anuidades ao CRQ da jurisdição.

1980 – Registro de Pessoas Jurídicas em Conselhos

1981 – Aprovado o regulamento para aplicação da Lei nº 2.800/1956

    Decreto nº 85.877, de 7 de abril de 1981, estabeleceu normas para execução da Lei nº 2.800/1956, sobre o exercício da profissão de Químico.

    O referido Decreto estabeleceu as atividades compreendidas no exercício da profissão de Químico, assim como aquelas que são consideradas privativas e as atividades comuns a outras profissões.

Outras Normas legais relacionadas ao exercício da profissão de Químico

    Lei nº 4.950-A, de 22 de abril de 1966, define o salário-mínimo profissional dos diplomados em cursos de engenharia, química, arquitetura e veterinária.

    Para os cursos tradicionais, com duração de 4 (quatro) anos ou mais, a remuneração mínima corresponde a 6 (seis) salários-mínimos para uma jornada de 6 (seis) horas diárias. Para os cursos com duração inferior a 4 (quatro) anos, a remuneração mínima corresponde a 5 (cinco) salários-mínimos para a jornada de 6 (seis) horas diárias. Para jornadas superiores a 6 (seis) horas diárias, deverá ser aplicado um acréscimo de 50% (cinquenta por cento) por hora excedente.


LEI Nº 9.649, DE 27 DE MAIO DE 1998.

LEI Nº 8.734, DE 25 DE NOVEMBRO DE 1993

LEI Nº 6.994, DE 26 DE MAIO DE 1982.

LEI Nº 6.839, DE 30 DE OUTUBRO DE 1980.

LEI Nº 5.530, DE 13 DE NOVEMBRO DE 1968

LEI Nº 5.524, DE 5 DE NOVEMBRO DE 1968.

LEI Nº 4.950-A, DE 22 DE ABRIL DE 1966.

LEI Nº 2800, DE 18 DE JUNHO DE 1956

III - Áreas de Atuação do Químico.

Sobre o curso de Engenharia Química.

A Engenharia Química é uma área da Engenharia dedicada ao estudo e aplicação de processos químicos para transformar matérias-primas em produtos com características específicas, alterando sua composição para atender necessidade farmacêuticas, alimentícias, e industriais.

O curso de Engenharia Química é uma área fascinante que combina princípios da químicafísicamatemática e engenharia para projetar e operar processos industriais que transformam matérias-primas em produtos úteis para a sociedade. É uma disciplina essencial para diversas indústrias, desde a produção de alimentos e bebidas até a fabricação de produtos farmacêuticoscosméticos, materiais plásticos, combustíveis e muito mais.

Ao longo do curso, os estudantes de Engenharia Química são expostos a uma ampla gama de disciplinas, incluindo termodinâmica, fenômenos de transporte, cinética química, operações unitárias, controle de processos, entre outras. Eles aprendem a aplicar esses princípios científicos e técnicos para resolver problemas complexos relacionados à produção em larga escala, otimização de processos, segurança industrial e proteção ambiental.

Um dos aspectos mais interessantes do curso de Engenharia Química é a ênfase na resolução de problemas práticos. Os alunos frequentemente participam de projetos práticos e laboratórios, nos quais podem aplicar seus conhecimentos teóricos para projetar e operar equipamentos, realizar experimentos e analisar dados. Essas experiências práticas ajudam a preparar os futuros engenheiros químicos para os desafios do mundo real que enfrentarão em suas carreiras.

Além disso, a Engenharia Química está em constante evolução devido aos avanços tecnológicos e às demandas da sociedade por processos mais eficientes e sustentáveis. Portanto, os estudantes também são incentivados a desenvolver habilidades de aprendizado contínuo e a se manterem atualizados com as últimas tendências e inovações em sua área.

Após concluir o curso, os engenheiros químicos têm uma ampla gama de oportunidades de carreira em indústrias como petroquímica, alimentos e bebidas, farmacêutica, energia, meio ambiente, entre outras. Eles podem trabalhar em áreas como pesquisa e desenvolvimento, controle de qualidade, gestão de produção, consultoria ou empreendedorismo, contribuindo para o desenvolvimento e progresso de diversas áreas da sociedade.

O tipo de formação para o curso de Engenharia Química é: bacharelado.

Engenharia Química.

O curso de Engenharia Química é oferecido como bacharelado e aborda conceitos de Matemática, Física e Programação de Computadores. Os estudantes também têm contato com disciplinas específicas, como resistência, corrosão e reações químicas em materiais.

Nos primeiros anos, os alunos se deparam com uma base sólida em ciências exatas, estudando disciplinas como química, física, matemática e, em alguns casos, biologia. À medida que o curso avança, os estudantes exploram tópicos específicos, como termodinâmica, cinética química, operações unitárias e design de processos.

Além das disciplinas técnicas, os alunos também aprendem sobre aspectos econômicos e ambientais relacionados à indústria química. Isso inclui estudos sobre sustentabilidade, gestão ambiental, e avaliação de impacto econômico dos processos industriais.

Muitos cursos de Engenharia Química também incluem componentes práticos, como laboratórios e estágios, onde os alunos podem aplicar o conhecimento teórico em situações reais.

Embora correlatas, é válido ressaltar que existem diferenças entre a Química e a Engenharia Química. Enquanto a Química estuda a estrutura, composição, propriedades e transformações da matéria, a Engenharia Química aplica os princípios da química para projetar, desenvolver e otimizar processos em escala industrial.

O enfoque de ambas as ciências também são distintas. A química, por exemplo, busca entender as propriedades e comportamentos dos materiais e reações das substâncias. Seu objetivo é ampliar o conhecimento científico sobre a matéria e desenvolver novos compostos ou materiais com propriedades específicas. A engenharia química, por sua vez, se concentra em aplicar os conhecimentos da química para desenvolver processos industriais eficientes e seguros, tendo o objetivo de projetar, operar e otimizar processos químicos em escala industrial.

O curso de Engenharia Química também pode ser ofertado em grau de especialização. Nesse caso, a pós-graduação em Engenharia Química se concentra em tópicos específicos. Os alunos aprofundam seus conhecimentos em áreas como termodinâmica, processos químicos, controle de qualidade e sustentabilidade.

Existem diferentes áreas de especialização, permitindo que os engenheiros químicos se concentrem em campos específicos de interesse, dentre os quais é possível listar:

  • Processos de Manufatura;

  • Engenharia de Bioprocessos;

  • Engenharia de Petróleo e Petroquímica;

  • Engenharia Ambiental;

  • Engenharia de Materiais;

  • Engenharia de Energia;

  • Engenharia de Processos Químicos Avançados;

  • Engenharia de Alimentos;

  • Engenharia de Controle de Processos;

  • Engenharia de Segurança de Processos;

  • Engenharia Farmacêutica;

  • Engenharia de Polímeros.

Caso você tenha dúvidas se esse curso é a escolha certa para você, não deixe de conferir o Teste Vocacional da Quero Bolsa. É rápido, gratuito e pode te ajudar nessa importante escolha profissional.

A a grade curricular de Engenharia Química pode variar de IES.

Grade Curricular é o conjunto de matérias que o aluno estudará durante o curso. Veja abaixo um exemplo de grade curricular para o curso de Engenharia Química em uma de nossas faculdades parceiras:

  • Balanço de Massa e Energia em Processos Químicos

  • Bases de Gestão para Engenharia

  • Bases Físicas para Engenharia

O que se aprende na faculdade de Engenharia Química?

Na faculdade de Engenharia Química, os alunos aprendem uma variedade de disciplinas que combinam conhecimentos de química, física, matemática e engenharia para entender e projetar processos químicos e industriais. Aqui estão algumas das principais áreas de estudo:

Química Geral e Orgânica: Os alunos aprendem os fundamentos da química, incluindo estrutura atômica, ligação química, estequiometria e reações químicas. A química orgânica também é abordada, focando na estrutura, propriedades e reatividade dos compostos orgânicos.

Termodinâmica: Este campo explora as leis que regem as transformações de energia em sistemas químicos e físicos. Os alunos aprendem sobre conceitos como energia, entalpia, entropia e equilíbrio termodinâmico, fundamentais para o projeto e análise de processos.

Fenômenos de Transporte: Esta área de estudo abrange transferência de massa, transferência de calor e fluidodinâmica. Os alunos aprendem como esses fenômenos afetam o transporte de materiais e energia em sistemas químicos e como aplicar esses princípios no projeto de equipamentos e processos.

Cinética Química: Os alunos estudam as taxas de reação química e os fatores que as influenciam. Isso é essencial para entender como controlar e otimizar processos químicos para obter produtos desejados de maneira eficiente.

Operações Unitárias: Nesta área, os alunos aprendem sobre os principais equipamentos e processos utilizados na indústria química, como destilação, absorção, extração, filtração, entre outros. Eles entendem como essas operações unitárias são projetadas e operadas para realizar diferentes etapas de processos industriais.

Controle de Processos: Os alunos estudam técnicas para monitorar e controlar processos industriais, garantindo sua operação segura e eficiente. Isso inclui o uso de sistemas de controle automatizado, instrumentação e análise de dados.

Segurança e Meio Ambiente: Aspectos relacionados à segurança industrial, prevenção de acidentes e proteção ambiental são enfatizados ao longo do curso. Os alunos aprendem a identificar e mitigar riscos associados a processos químicos e a projetar sistemas que minimizem impactos negativos no meio ambiente.

Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais definidas pelo Ministério da Educação (MEC), todos os cursos de Engenharia devem ser compostos por núcleos de conteúdos básicos, profissionalizantes e específicos.

Dentre os conteúdos básicos que devem ocupar pelo menos 30% da carga horária total, destacam-se os seguintes tópicos na Engenharia Química:

  • Administração;

  • Ciências do Ambiente;

  • Ciência e Tecnologia dos Materiais;

  • Economia;

  • Eletricidade Aplicada;

  • Expressão Gráfica;

  • Fenômenos de Transporte;

  • Física;

  • Informática;

  • Matemática e Estatística;

  • Mecânica dos Sólidos;

  • Metodologia Científica e Tecnológica;

  • Química.

Já os conteúdos profissionalizantes são obrigatórios em pelo menos 15% da grade do curso de Engenharia Química, sendo aplicados estes dez tópicos:

  • Balanços de massa e de energia;

  • Transferência de quantidade de movimento, de calor e de massa;

  • Termodinâmica;

  • Engenharia das reações químicas;

  • Engenharia de bioprocessos;

  • Operações unitárias envolvendo transferência de quantidade de movimento, de calor e de massa;

  • Operações unitárias envolvendo sistemas particulados;

  • Engenharia de meio ambiente;

  • Modelagem, simulação, otimização e controle de processos;

  • Análise, síntese, projeto e segurança de processos.

A instituição de ensino é livre para propor os conteúdos específicos restantes, com extensões e aprofundamentos da parte profissionalizante.  

IV - Indústria da Água.

V - Código Nacional da Água.

VI - Regulamentação da Água destinada ao uso humano.

VII - Referências Normativa.

VIII – Bibliografia.

Bibliografia Básica: KOTZ, Jonhn C. Química e geral e reações químicas, vol. 1 / John C. Kotz, Paul M. Treichel, Gabriela C. Werner; tradução técnica Flávio Maron Vichi; tradução Solange Aparecida Visconte. São Paulo: Cengage Learning, 2009. KOTZ, Jonhn C. Química e geral e reações químicas, vol. 2 / John C. Kotz, Paul M. Treichel, Gabriela C. Werner; tradução técnica Flávio Maron Vichi; tradução Solange Aparecida Visconte. São Paulo: Cengage Learning, 2009. ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química: Questionando a vida moderna e o meio ambiente. 5ª edição. Bookman, 2011. Bibliografia Complementar: RUSSEL, John B. Química Geral, Vol. 1. São Paulo: MAKRON, 2012. RUSSEL, John B. Química Geral, Vol. 2. São Paulo: MAKRON, 2012. MAHAN, BRUCE M. Química - um curso universitário. Edgard Blucher, 1995. CHANG, RAYMOND. Química geral - conceitos essenciais. MCGRAW HILL - ARTMED, 2010. BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: A Ciência Central. São Paulo. 9ª ed. Editora Pearson. 2005. (e-book)

Bibliografia Complementar: MAHAN, B. H. Química – um curso universitário. 4ª ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1995. MORITA, T.; ASSUMPÇÃO, R. M. V. Manual de Soluções Reagentes e Solventes. 2ª ed. Editora Edgard Blucher, 2001. JAMES M. POSTMA, JULIAN L. ROBERTS JR., J. LELAND HOLLENBERG. Química no Laboratório. 5ª Ed. São Paulo: Manole, 2009. MAIA, D. J.; BIANCHI, J. C. DE A. Química Geral: Fundamentos. São Paulo. Editora Pearson, 2007. (e-book) ANDRADE, MARA ZENI. Segurança em laboratórios químicos e biotecnológicos. Caxias do Sul, RS: EDUCS, 2008. (e-book

Em português

  • Michael Faraday: A História Química de uma Vela - As Forças da Matéria. Editora: Contraponto. ISBN 8585910526

  • Robson Fernandes de Farias: Para Gostar de Ler a História da Química. Editora: Átomo. ISBN 8587585444

  • Robson Fernandes de Farias: Para Gostar de Ler a História da Química - Vol. 2. Editora: Átomo. ISBN 8587585681

  • Robson Fernandes de Farias: Para Gostar de Ler a História da Química - Vol. 3. Editora: Átomo. ISBN 8576700115

  • Paul Strathern: O Sonho de Mendeleev - A Verdadeira História da Química. Editora: Jorge Zahar. ISBN 8571106533

  • Carl Djerassi: O Dilema de Cantor. (Do original: Cantor's Dilemma) Editora Nova Fronteira S.A. ISBN 8520909876

  • Bernadette Bensaude: História da Química. Editora: Instituto Piaget. ISBN 972824584X

Em inglês

  • J. R. Partington: A Short History of Chemistry. Editora: Dover Publications. ISBN 0486659771

  • William H. Brock: The Chemical Tree: A History of Chemistry. Editora: W. W. Norton & Company. ISBN 0393320685

  • William H. Brock: The Norton History of Chemistry (Norton History of Science). Editora: W. W. Norton & Company. ISBN 0393310434

  • Bernard Jaffe: Crucibles: The Story of Chemistry. Editora: Dover Publications. ISBN 0486233421

  • Trevor H. Levere: Transforming Matter : A History of Chemistry from Alchemy to the Buckyball (Johns Hopkins Introductory Studies in the History of Science). Editora: The Johns Hopkins University Press. ISBN 0801866103



Bibliografia Recomendada.

Sugestões bibliográficas

 

 

Olimpíada  Brasileira de Química Júnior

 
SANTOS, Wildson Luiz Pereira dos  (coord.), Química & Sociedade, vol. único, São Paulo: Nova Geração, 2005. 
 
PERUZZO. F.M.; CANTO. E.L., Química na abordagem do cotidiano, volume 1, 4ª edição, ed moderna, São Paulo, 2006
 
USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química Geral. 12ª.ed. São Paulo: Saraiva, 2006. 480 p.

 

 

Olimpíada Norte/Nordeste de Química

 
McMURRY, J., Química Orgânica vol. 1 e vol. 2. Editora CENGAGE Learning. Tradução da 6ª Edição Norte Americana, 2008KOTZ, John C.; TREICHEL
 
JUNIOR, Paul M. Química Geral e Reações Químicas. vol. 1 e 2, São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.
 
SANTOS, Wildson L.  (coord.), Química & Sociedade. Nova Geração, São Paulo, 2005.
 
GEPEQ - Introdução e Transformações. Química - Ensino Médio. Vol. 1,2,3. Ed. Edusp, 1999.
 
FELTRE, Ricardo. Fundamentos de Química: vol. único. 4ª.ed. São Paulo: Moderna, 2005. 700 p.

Para consulta:

MENDES, Aristênio. Elementos de Química Inorgânica, Fortaleza, 2005

 

 Olimpíada Brasileira de Química

 
ATKINS, P.W.; JONES, Loretta. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 3.ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. 965 p.
 
BROWN, Theodore; LEMAY, H. Eugene; BURSTEN, Bruce E. Química: a ciência central. 9 ed. Prentice-Hall, 2005.
 
ATKINS, Peter W.; JONES, Loretta. Princípios de Química: questionando a vida moderna o meio ambiente. 3 ed. Guanabara Koogan, 2006
 
FONSECA, Martha Reis Marques da. Completamente Química, Ciências, Tecnologia & Sociedade. São Paulo: Editora FTD S.A., 2001, 624 p.
 
MENDES, Aristênio. Elementos de Química Inorgânica, Fortaleza, 2005.

 Modalidade B

 
MCMURRY, John. Química Orgânica. vol. 1 e 2. 6 ed. Cengage Learning, 2005.
 
SOLOMONS, T. W. Graham; Fryhle, Craig B. Química Orgânica, vol. 1 e 2. 9 ed. LTC, 2009


Para consulta:

LEE, John David. Química Inorgânica não tão concisa. 1. ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2003.

Apenas para exercícios:

HUMISTON, Gerard E; Brady, James. Química Geral, vol. 1, 3ª ed., Rio de Janeiro: LTC , 410 p.

SANTOS, Nelson. Problemas de Físico-Química. Ciência Moderna, 2007, 448 p.

 Fase IV (Experimentos)

 
ATKINS, P. W.; JONES, Loretta. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 3.ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. 965 p.
 
BROWN, Theodore; LEMAY, H. Eugene; BURSTEN, Bruce E. Química: a ciência central. 9 ed. Prentice-Hall, 2005.
 
MCMURRY, John. Química Orgânica. vol. 1 e 2. 6 ed. Cengage Learning, 2005.

SOLOMONS, T. W. Graham; Fryhle, Craig B. 
Química Orgânica, vol. 1 e 2. 9 ed. LTC, 2009

MENDES, Aristênio. 
Elementos de Química Inorgânica, Fortaleza, 2005.
 
BACCAN, Nivaldo; ANDRADE, João Carlos de. Química Analítica Quantitativa Elementar. 3 ed. Edgard blucher, 2001.

Para consulta:

LEE, John David. 
Química Inorgânica não tão concisa. 1. ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2003.
 

OBQ Fases V e VI 

SKOOG & WEST & HOLLER et al. Fundamentos de Química Analítica. 1 ed. Cengage learning, 2005.
 
BASSET, Jennifer et al. Vogel: análise química quantitativa. 6 ed. LTC, 2002.
 
VOGEL, A. I. Química Analítica Qualitativa. 5 ed. Mestre Jou, 1981.
 
ATKINS, P. W.; JONES, Loretta. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 3.ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. 965 p.
 
ATKINS, Peter W. Físico-Química: fundamentos. 3 ed. LTC, 2003
 
SHRIVER & ATKINS. Química Inorgânica. 4 ed. Guanabara Koogan, 2008.
 
CLAYDEN, Jonathan et al. Organic Chemistry. IE - Oxford, 2000.

CAMPBELL, Mary K. 
Bioquímica. 3 ed. Artmed, 2001.

LEHNINGER 
Bioquímica. 4 ed. Sarvier, 2006.

SILVERSTEIN, Robert et al. 
Identificação Espectrométrica de Compostos Orgânicos. 7 ed. LTC, 2006.
 
 Para consulta:
 
LEE, John David. Química Inorgânica não tão concisa. 1. ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2003.
 
COTTON, Albert; WILLKINSON, Geoffrey. Advanced Inorganic Chemistry. 6 ed. John Wiley Profesior, 1999.

CAREY, Francis et al. 
Advanced Organic Chemistry. part A e Part B. 5 ed. Spring Verlag, 2007

VOET, Donald. 
Bioquímica. 1 ed. Artmed, 2006.

PAVIA, Donald et al. 
Introduction to Spectroscopy. 4 ed. Brooks Cole, 2008.

HUMISTON, Gerard E; Brady, James. Química Geral, vol. 1, 3ª ed., Rio de Janeiro: LTC , 410 p.

BALL, David W. Físico-Química. Thomson, 2005, 877 p.

CLAYDEN, Jonathan; Greeves, Nick , Organic Chemistry, Oxford University Press, United Kingdom, 2000

ALLINGER, Norman, Química Orgânica, 2 ed., Rio de Janeiro:LTC, 984 p.

 Olimpíada Ibero-americana de Química  e  Olimpíada Internacional de Química

         No período preparatório para essas olimpíadas sugere-se aprofundar-se nos conteúdos dos livros indicados para as Fases V e VI da OBQ  e, ainda:
 
KOTZ, John C.; TREICHEL JUNIOR, Paul M. Química Geral e Reações Químicas. vol. 1, 5ª. ed., São Paulo: Pioneira Thomson, 2005, 671p.
 
BRADY, Joel W.; RUSSELL, John W.; HOLUM, John R.. Química: a Matéria e Suas Transformações, vol.1, 3ª edição, Rio de Janeiro: LTC , 2006.

MENDESAristênio. Elementos de Química Inorgânica, Fortaleza, 2005.
 

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